terça-feira, 15 de março de 2011

The class through the glass



O ar não corre
As janelas estão abertas, mas de nada adianta, pois só o frio das palavras predomina
Cabeças baixas procuram entender
Deixando entrar na mente as palavras de sabedoria
Vozes anônimas interpretando textos ecoam na mente vazia em uma sala cheia
Lápis e canetas correm pelas mãos frias
Cabelos caem nos olhos, doces olhos
Olhos azuis, verdes, castanhos, negros...
Olhos fixos, soltos, distraídos ou atentos
Olhares frios, quentes, acolhedores ou repulsivos
Uma respiração breve quebrada por um grito mudo
Nada mais importa se não aprender
Apague as luzes e veja o que a luz escondia

segunda-feira, 7 de março de 2011

A chuva



  Vem como quem não quer nada, sua presença é simples e encantadora como algo que irá renascer. Cada gota que cai parece levar a sujeira que devasta esse mundo, cada gota que desse pela minha face me sentir mais limpo, puro e livre. A chuva traz a este mundo uma escuridão cinzenta, mas embora isso pareça ruim simplesmente não é. Sinta-a descendo pelo rosto e pelo seu corpo, abra os braços e voe por ela. O chão reflete a luz cinza que é distorcida a cada gota cai, o vento vem e vai como se nos acariciasse, deixe a chuva levar tudo que esta na sua mente, pois acredite você não quer que estejam lá nesse momento. Seu som é único e relaxante como notas bem organizadas, raios e trovões são como percussão. Aprecie a sinfonia do momento e deixa a chuva te guiar.

domingo, 6 de março de 2011

O inverno


   

 O inverno se aproxima, já é possível sentir o vento frio cortar nossa pele com seu toque suave e fúnebre, não se assuste se eu disser que não quero acreditar em tudo que vi e senti, pois nem tudo que vemos e sentimos é exatamente agradável. Prefiro sentar no banco da praça e assistir a tudo como se não fizesse parte desse todo. Ver os pombos voando toda vez que você vem correndo em minha direção com um sorriso inebriante. Apenas sei, apenas sinto, é apenas você desentrelaçando minha sanidade.