domingo, 21 de agosto de 2011

Descartável

 
Dou-te o que desejas
Desfrute com toda sua criatividade perversa
Só não me culpe depois pelos meus defeitos
Quando você quis me ter esqueceu-se de ler as letras miúdas
Letras essas que estavam claras em sua frente
“Use sem moderação, efeitos colaterais são previstos em longo prazo, não será possível a devolução do produto, mas ele vai se deteriorar e sumir da sua vida”
Na minha embalagem não havia data de vencimento
Você já sabia disso
Sabia que eu era para usar e descartar, mas você quis reciclar
Não é que seja sempre assim, mas versão que usavas era Trial
E a dona da minha chave de licença permanente não era você
Foi bom enquanto durou

A lua



Nunca ignore uma pessoa que ama e cuida de você, porque um dia você pode perceber que perdeu a lua, contando as estrelas. (autor desconhecido)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O veneno

 


É, o jogo se inverte quem antes fazia perder, agora se perde no próprio veneno...


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Comum de dois





Sou incapaz de explicar como isso funciona
É impossível descrever o que eu sinto
É tão bom, mas você tão conservador não tem como saber
As mãos se cruzam, os corpos se espalham, os suspiros se perdem e os gemidos se calam
Um toque forte me faz esquecer minha descrição
Não me importo se o encaixe é imperfeito
Imperfeito eu nasci
Imperfeito eu sou


O labirinto



O labirinto
Mais uma vez perdido no mesmo labirinto, só que agora os papeis se inverteram
Não desejei isso, mas quando temos o que realmente queremos?
Não sei por onde caminhar deixo me perder
Em cada copo uma redenção dos meus pecados
Em cada copo um pecado delirante, vibrando em minha mente
O mundo sendo meu brinquedo e você como peça descartável
Meu corpo para quem der o melhor lance
Minha alma para quem melhor souber amar
O que eu me tornei não me interessa desvendar, eu gostei e não pretendo parar
Se for pra ser então que seja, estou pronto pra morrer tentando achar a saída deste infinito labirinto
 
Pitty – Brinquedo torto
“Esqueci as regras do jogo
E não posso mais jogar

Veio escrito na embalagem

Use e saia pra agitar

Vou com os outros pro abate

O meu dono vai lucrar

Seja cedo ou seja tarde

Quando isso vai mudar?


Não me diga: "eu te disse"

Isso não vai resolver

Se eu explodo o meu violão

O que mais posso fazer?

Isso é tão desconfortável

Me ensinaram a fingir

E se eu for derrotado

Nem sei como me render


E eu me vendo como um brinquedo torto

E eu me vendo como uma estátua”